Representantes dos trabalhadores e trabalhadoras de 15 países se reúnem para apresentar um balanço da situação do setor automotivo, com destaque para a Rússia e Europa. Divulgação Dirigentes do mundo todo reunidos para debater setor automotivo O Setor …

Walton Pantland

Representantes dos trabalhadores e trabalhadoras de 15 países se reúnem para apresentar um balanço da situação do setor automotivo, com destaque para a Rússia e Europa.

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Dirigentes do mundo todo reunidos para debater setor automotivo

O Setor Automotivo da IndustriAll (Federação Sindical Mundial que representa os trabalhadores e as trabalhadoras dos setores metalúrgico, químico e têxtil) se reúne uma vez por ano para discutir ações para o setor. Na reunião deste ano, o grupo de dirigentes sindicais está debatendo, em especial, a situação da indústria automobilística na Rússia e também na Europa.

O encontro do Grupo do Setor Automotivo da IndustriAll acontece de 11  a 13 de setembro, na cidade de São Petersburgo, Rússia.

O secretário-geral e de Relações Internacionais da CNM/CUT, João Cayres e Cláudia Albertina, da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, participam do evento.

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Dirigente da CNM/CUT, João Cayres e Claudia, do Sind. de Taubaté

No primeiro dia, o grupo acompanhou as apresentações sobre a situação do setor automotivo e a crise que esses países enfrentam. Para João Cayres, o quadro apresentado pelos companheiros é dramático. “A situação está muito complicada nos países como Espanha e Itália, e nos demais países europeus a crise também está causando perdas para a classe trabalhadora. Apenas a Alemanha tem apresentado algum fôlego”, disse Cayres.

O dirigente da CNM/CUT relata que a situação na Rússia é adversa a da maioria da Europa, a economia cresce, mas ainda há um sindicalismo que está se organizando para fortalecer as negociações e os processos de sindicalização de trabalhadores.
“A importância de realizar este encontro na Rússia é justamente fortalecer os laços de solidariedade e também apoio aos Sindicatos combativos, que estão surgindo com a implantação de plantas de empresas multinacionais do setor automotivo. Outro país que está em dificuldades é o Japão, que como sabemos teve a tragédia do Tsunami e a economia continua decrescendo”, destacou Cayres.

João Cayres informou que, na apresentação sobre o Brasil, foi colocado o papel da CNM/CUT na elaboração da Política Industrial para o setor e a luta para preservar os empregos.

O dirigente da CNM/CUT falou sobre a situação crítica que passa o setor de caminhões e a busca da CNM/CUT por soluções, citando o caso da negociação na Mercedes, na qual, através de negociação, foi possível manter o emprego dos trabalhadores.

“Por outro lado, demos um panorama dos novos investimentos no Brasil, que, diante dos números apresentados pela CNM/CUT, deixou os companheiros participantes do encontro impressionados pelo crescimento e pela abertura de novos horizontes para a política industrial”, disse Cayres.

Na avaliação de Claudia Albertina,”a participação neste seminário foi de extrema importância, pois pude conhecer de perto a realidade dos companheiros e companheiras do setor automotivo na Rússia, e ao mesmo tempo conhecer a realidade de outros países presentes no seminário. Esse encontro me proporcionou grande satisfação em saber que o nosso trabalho de construção da Rede de Trabalhadores  Ford tem dado bons frutos”, disse a dirigente de Taubaté.

Participam do encontro, além do Brasil, representantes dos trabalhadores da Austrália, Alemanha, Bélgica, Canadá, Coreia, Eslováquia, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Inglaterra, Japão, Turquia e Rússia.

CNM/CUT participa de ato em solidariedade aos dirigentes russos

João Cayres, juntamente com os companheiros do IG Metall participaram de protesto no centro da cidade de São Petersburgo, onde está localizada a empresa Vladras, que fornece peças à General Motors. O ato foi em solidariedade aos cinco dirigentes sindicais demitidos recentemente. Em seguida os manifestantes foram para a porta da fábrica falar com os trabalhadores e trabalhadoras.
Fonte: Mara Grabert, com colaboração de João Cayres


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Walton Pantland

South African trade unionist living in Glasgow. Loves whisky, wine, running and the great outdoors. Walton did an MA in Industrial Relations at Ruskin, Oxford, and is interested in how trade unions use new technology to organise.

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